quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Compilação das considerações sobre características do cavaquinho Brasileiro

 

Compilação das considerações sobre características do cavaquinho Brasileiro.

1.       A largura da caixa e a influência no som.

A largura da caixa do cavaquinho afeta o som do instrumento de várias maneiras. Em geral, um cavaquinho com uma caixa mais larga produzirá um som mais grave e rico, enquanto um cavaquinho com uma caixa mais estreita produzirá um som mais agudo e brilhante. Isso ocorre porque a largura da caixa afeta o volume e a frequência do som. Uma caixa mais larga produz um volume maior e uma frequência mais baixa, enquanto uma caixa mais estreita produz um volume menor e uma frequência mais alta. Além do volume e da frequência, a largura da caixa também afeta o timbre do som. O timbre é o tom ou qualidade do som, e é influenciado por uma variedade de fatores, incluindo o tipo de madeira usada, o formato da caixa e a espessura das cordas. Um cavaquinho com uma caixa mais larga geralmente terá um timbre mais escuro e rico, enquanto um cavaquinho com uma caixa mais estreita terá um timbre mais claro e brilhante.

Ao escolher um cavaquinho, é importante considerar o tipo de som que você deseja produzir. Se você está procurando um instrumento com um som grave e rico, você deve escolher um cavaquinho com uma caixa mais larga. Se você está procurando um instrumento com um som agudo e brilhante, você deve escolher um cavaquinho com uma caixa mais estreita.

2.       Relação sonora entre Laminado X maciço.

O cavaquinho laminado é feito com camadas de madeira, enquanto o cavaquinho maciço é feito com uma única peça de madeira. O cavaquinho laminado é geralmente mais barato e mais durável, mas não tem o mesmo som que o cavaquinho maciço. O cavaquinho maciço tem um som mais rico e complexo (depende de cada tipo de madeira utilizada), mas é mais caro e mais frágil.

Se você está procurando um cavaquinho que seja acessível e durável, o cavaquinho laminado é uma boa opção. Se você está procurando um cavaquinho com um som rico e complexo, o cavaquinho maciço é a melhor escolha.

A cor da madeira não tem influência direta no som do cavaquinho. O que influencia o tom do som é a densidade da madeira. Madeiras mais densas, como o mogno, produzem sons mais graves, enquanto madeiras menos densas, como o cedro, produzem sons mais agudos.

Exemplo:

O cedro é menos denso que o marfim. A densidade do cedro é de 0,33 a 0,65 g/cm³, enquanto a densidade do marfim é de 1,83 a 2,10 g/cm³. Isso significa que o marfim é cerca de 5 a 6 vezes mais denso que o cedro.

O cavaquinho laminado também possui densidade, mas ela é menor do que a do cavaquinho maciço. Isso porque o cavaquinho laminado é feito de várias camadas de madeira, que são coladas entre si. As camadas de madeira podem ser de diferentes tipos, como mogno, jacarandá, cedro, etc. A densidade do cavaquinho laminado vai depender dos tipos de madeira utilizados e da espessura das camadas.

Em geral, o cavaquinho laminado é mais leve e mais barato do que o cavaquinho maciço. Ele também é mais resistente a danos. No entanto, o cavaquinho laminado pode não ter a mesma qualidade de som do cavaquinho maciço.

O cavaquinho maciço vai ter uma melhor qualidade de som se bem construído.

3.       As diferenças entre os tampos.

O pinho e o cedro são as madeiras mais comuns usadas para fazer o tampo de um cavaquinho, e cada madeira tem suas próprias características sonoras únicas.

O pinho é conhecido por seu som brilhante e claro, enquanto o cedro é conhecido por seu som mais quente e escuro. O pinho também é mais durável do que o cedro, o que o torna uma escolha mais popular para cavaquinhos que serão tocados com frequência.

4.       Considerações sobre o cavalete 

O cavalete também é responsável por transmitir as vibrações das cordas para o corpo do cavaquinho. O cavalete é uma peça de madeira que fica na parte superior do cavaquinho e é usado para apoiar as cordas. O cavalete é feito de uma variedade de materiais, mas os mais comuns são o ébano e o jacarandá. O tamanho e a forma do cavalete também podem afetar o som do cavaquinho. Um rastilho maior produzirá um som mais agudo e brilhante, enquanto um cavalete menor produzirá um som mais grave e escuro. A espessura das cordas também pode afetar o som do cavaquinho. Cordas mais finas produzirão um som mais brilhante, enquanto cordas mais grossas produzirão um som mais escuro.

5.       O verniz é a influência no som.

O verniz desempenha um papel importante no som do cavaquinho. Ele ajuda a proteger a madeira do instrumento e a dar um acabamento uniforme à superfície. O verniz também pode ajudar a melhorar o som do cavaquinho, tornando-o mais brilhante e claro.

No entanto, é importante escolher o verniz certo para o cavaquinho. Alguns vernizes são mais espessos do que outros e podem fazer com que o instrumento soe mais escuro e menos brilhante. É também importante aplicar o verniz corretamente, pois uma aplicação mal feita pode danificar o instrumento.

Considere o tipo de madeira usado no instrumento. Algumas madeiras reagem melhor a certos tipos de verniz.

Considere o estilo de música que você toca. Alguns tipos de música exigem um som mais brilhante, enquanto outros exigem um som mais escuro.


Consulte um luthier ou outro profissional para obter conselhos sobre qual verniz é melhor para o seu cavaquinho.

 



Fotos do site do Carlinhos luthier. https://www.carlinhosluthier.com.br/cavacos/marfim/cavaco-no2-marfim-tampo-em-pinho-com-captador-60-dias-uteis-para-contrucao-favor-olhar-a-descricao

 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Banjo Color Rozini X Banjo Cedro Marquês!!

 

Boa Pessoal!

Vou fazer uma rápida resenha para falar de dois modelos de Banjos de dois fabricantes bastante conhecidos, a Rozini e a Marquês!

Estive recentemente na loja fênix (https://www.fenixmusic.com.br/nossas-lojas) em São Vicente e pude conhecer os banjo da linha color da Rozini, os modelos branco e verde ambos captados, assim como o modelo de cedro acústico da Marquês!

Aqui eu faço um elogio gratuito para o pessoal da Fênix!

Pessoal! Entrei na loja para comprar um jogo de corda de R$ 12,00 reais, e o vendedor me apresentou toda a loja, pude pegar os banjos, afinar, tocar e etc. Estava carroçando, mas ele me atendeu da mesma forma que atenderia se eu fosse comprar, aliás fiquei até tentado pelas facilidades nos valores a vista. Atendimento excelente do começo ao fim, até apresentou uns violões para minha esposa, foi um “puta” atendimento, fora o papo! Pessoal, abram uma loja com um bar! Se não vender os instrumentos, venderiam muita cerveja em papos altamente musicais. Seria sensacional.

Voltando aos banjos!

Não vou me ater aos detalhes técnicos.

Começando pelos modelos da Rozini!




Alô Seu Rozini! Dá uma passadinha lá na linha de pintura e pede para o pessoal melhorar o acabamento! Pintar onde tem de pintar né?! Enfim!

Por mais ou menos R$ 1.300,00 reais num instrumento ele não pode estar mal-acabado. Ai não! Não que dê para perceber, mas eu olho tudo, presto muita atenção a estética, são lindos de longe, olhando as laterais também, ao olhar o fundo junto ao braço ali você vê que a tinta passou do ponto!

O som dos banjos é bem bacana, som médio, bem aberto, som muito bom!

Mas o que me surpreendeu mesmo foi o banjo da Marquês! 


Eu torço o nariz só de ouvir falar no nome, mas meus amigos... A Marquês dessa vez calou minha boca. Não achei o banjo bonito, tem detalhes de fiapo de madeira em baixo do braço junto ao aro, sou chato com detalhes em tudo que passe R$ 1.000,00 reais, na verdade em qualquer cosia que eu compre!

A Marquês achou um jeito de equilibrar o seu instrumento em comparação direta entre eles.

O Couro da Marques é melhor em relação ao da Rozini, você vai comprar o banjo da Marquês e não vai precisar mandar regular ou trocar o couro. Ele é mais macio do que os banjos da Rozini, tem uma pegada melhor no braço, (pessoas de mãos grandes vão preferir o Rozini). O som do banjo é mais seco em relação aos banjos color, os acordes agudos são mais nítidos e altos, não tem o som tão aberto quanto aos banjos da Rozini nos acordes mais graves, mas é mais alto e mais equilibrados entre os tons.

 Os banjos da Rozini nos médios e graves são bem abertos, sonoridade nítida e bem clara, os acordes saem perfeitos, lembram muito o som do meu Carlinhos Luthier, a diferença está nos agudos, a nitidez e o alcance dos agudos da Rozini são inferiores em relação ao banjo da Marquês. Se tivesse que escolher para comprar, compraria o da Marquês para ter um som diferente do meu banjo, além de ser mais equilibrado e mais gostoso de tocar. 

Na minha opinião o seu Rozini precisa rever o fornecedor do couro do banjo dele. Com certeza se você comprar vai precisar trocar por um couro melhor. Ambas as caixas são de 8 cm, achei o banjo da Rozini mais aberto e com um pouco mais de brilho, mas o banjo da marques já vem mais equilibrado, som bem sequinho falando alto e bom em tudo, não ótimo! mas vai bem nos graves, médios e agudos.

Pessoal, quem mora na baixada dá um pulo lá e depois comenta sua experiência. É questão de gosto pessoal. Mas o banjo da Rozini precisa de um couro melhor, acho que esse som aberto e sem uma grande potência é devido ao couro. Não que o som seja ruim, mas tendo outro instrumento para comparar dá para perceber as tonalidades, e na hora da compra vai acabar fazendo toda diferença.

E quem não gosta de ser bem atendido? Todos nós gostamos e super-recomendo a loja, vendedores atenciosos e dedicados, quase levei mais pelo atendimento do que pelos instrumentos em si! rsrsrs! Pessoal sabe trabalhar o emocional da galera!

Meus elogios são totalmente gratuitos, não pedi nada e nem avisei que faria a resenha, mas vale a pena elogiar quando você encontra um serviço de excelência.

O próximo será finalmente o banjo de Imbuia do Carlinhos Luthier.

Espero que tenham gostado, e até mais!

sábado, 22 de maio de 2021

Cavaquinho Carlinhos Luthier n°1 em Imbuia!

 

Boa Galera!

Hoje vou fazer a resenha de um cavaquinho consagrado de outro grande nome do mercado de instrumentos musicais de corda, estou falando do Carlos Roberto Ribeiro o Carlinhos Luthier.

Hoje vou falar do modelo de entrada do seu Carlinhos, o cavaquinho número 1 de Imbuia.

Antes uma pequena consideração.

Quando falamos de instrumentos feitos a mão por um artesão (Luthier -  A palavra luthier é francesa e deriva de luth (alaúde). Os termos violaria, ou luteria[14] (do francês lutherie aportuguesado[15]) designam a arte da construção de instrumentos de cordas ou, por metonímia, o ateliê, ou uma loja desses instrumentos... fonte - https://pt.wikipedia.org/wiki/Violeiro_(Luthier)) estamos falando de um instrumento feito sobe medida, cuja características foram dadas pelo cliente (Você).

Isto posto, as críticas vão existir, mas em sua grande maioria serão positivas, uma vez que a expectativa e a realidade caminham de mãos dadas quando o Luthier é talentoso.  

Vai ser muito difícil (Pode ser que aconteça) que eu traga cavacos para fazer a resenha e acabe por fazer muitas críticas negativas, isto se o artesão perder a mão em algum momento da construção. Uma coisa é um instrumento feito em série com prazos apertados, e que não terá tempo para receber tantos cuidados, outra coisa é um instrumento que demora de 40 a 120 dias para chegar em sua casa, feito com muito carinho por gente que ama o que faz. Mesmo assim, a Rozini tem feitos bons cavacos como o da primeira resenha que fiz. Enfim, tanto as grandes fábricas e também os grandes artesões sabem que nós estamos muito mais exigentes, e cheios de informação para não sair comprando qualquer coisa.

Vamos lá!

Se você entrar no site do Carlinhos (https://www.carlinhosluthier.com.br/) você vai encontrar dois modelos de entrada. O cavaquinho de Imbuia e o de Marfim, nessa categoria todos são laminados.

O cavaco número 1 em imbuia possui duas configurações, uma com tampo em Pinho Alemão e o outro com o tampo em Cedro Nacional, ambos maciços.  

A resenha será em cima do segundo com o tampo em Cedro Nacional.



O Cavaquinho possui o fundo e faixa folheada em imbuia (Para saber como distinguir instrumentos maciços de folheados volte na primeira resenha) o tampo é em Cedro Nacional.






A escala e o cavalete é em Pau Ferro, o braço é em cedro e dá para notar que possui um reforço na estrutura. 






As tarraxas são da deval standard (Troquei pelas tarraxas da Rozini douradas) o braço possui 30mm no traste zero. A caixa é de 90mm exatos, mas você pode escolher de 8,5 a 9,5cm. Os filetes são simples com trabalho de marchetaria na mão do cavaquinho e no cavalete. Esse modelo é captado. 










Aqui vale uma observação, este cavaquinho foi comprado em loja. A Pergaminho (Pergaminho (@pergaminhomusica) • Fotos e vídeos do Instagram) tem uma parceria com o Carlinhos há alguns anos, e costumo ver modelos diferenciados em relação ao que está exposto no site.  O mosaico fugiu da figura tradicional do Carlinhos conforme mostra a imagem:




Sonoridade.

Sabe aquele som mais roquinho, mais com a cara dos sambas da antiga? Muito mais puxado para o grave, mas na mesma medida muito bom em médios e agudos? Esse é o som desse cavaquinho. Pouco brilho, mas intenso, o som não é muito alto devido a densidade do tampo em cedro, mas é só dar mais peso nas batidas que ele responde bem. Gosto muito dele em músicas em Dm, C, F, Cm, Fm e D. É a cara dos partidos cadenciados do Martinho da Vila rs!

Ele é extremamente gostoso de tocar, aos sábados passo a tarde inteira com ele relembrando bons sambas acompanhado de uma caixinha de “Breja” que sempre some ao sol se por. Você não terá problemas com a pegada dele, fácil de montar acordes e não machuca a ponta dos seus dedos, muito menos para fazer pestanas.



O melhor de tudo é o preço! No próprio site do Carlinho essa versão acústica sai por R$ 800,00, preço justíssimo que pode se tornar R$ 720,00 a vista.

Para se ter uma ideia desse valor. O cavaquinho de entrada da Rozini a versão estudante está entre R$ 650,00 a R$ 720,00 reais no dia de hoje no mercado livre. Por mais ou menos uns R$ 150,00 reais a mais, você irá adquirir um cavaquinho muito bonito, gostoso de tocar e feito a mão especialmente para você.

Depois desse "Jabá" gratuito rs.. só me resta as considerações finais.

Mesmo sendo um instrumento de entrada eu considero ele um cavaco intermediário, ele não perde para o Rozini da primeira resenha, é quase um empate técnico, a não ser pela macies que é melhor em relação cavaquinho Rozini (Rc11.at.f Elétrico), e possui um pouco mais de som devido ao seu tampo ser em cedro, só devemos lembrar que aquele cavaco não foi pensado para uso acústico. Na minha escala de notas que vai de 0 a 5, este cavaco é de nota 3.

Por fim, gosto muito dos instrumentos do seu Carlinhos, aqui em casa são 4 instrumentos.

Esse cavaquinho de Imbuia, um de Jacarandá e outro de Faia, além de um banjo em Imbuia. Pretendo trazer o Banjo na próxima resenha, este sim será polêmico!

Se você também curte o Carlinhos ou gostaria de saber mais a respeito, vou deixar os link’s dos contatos do Carlinhos e onde você pode encontrar os cavaquinhos a pronta entrega.

(carlinhosluthier.com.br) oficial!

whatsapp (35) 9 9832-1440

https://www.instagram.com/carlinhosluthieroficial/

 

Revendas.

https://www.casandrade.com.br/

https://loja.casadoluthier.com/

Som do Max - Loja de instrumentos musicais - Página inicial | Facebook

Pergaminho (@pergaminhomusica) • Fotos e vídeos do Instagram

 

 

Não consigo fazer resenhas quinzenais, minha rotina está “tensa”, mas uma vez por mês agente da conta.

Vou atrás de cavacos de fabrica como Giannini, Marques, e também outros cavacos de mais luthier consagrados também. Tudo para ajudar na escolha e nas curiosidades de vocês.

Abração e até a próxima.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Densidade de madeiras para instrumentos de corda!

 Boa Galera!

Jacarandá

Jacarandá da Bahia

Pessoal, para que não reste nenhuma dúvida da postagem anterior, vou pegar as densidades das principais madeiras que são utilizadas para a confecção dos instrumentos de corda.

A ideia aqui é aguçar a curiosidade de vocês, instrumento é igual a qualquer outro produto, se vocês estão acostumados a esgotar assuntos como PC, Notebook, Smartphone, TV e etc... devem fazer o mesmo com qualquer instrumento.

Prezem pela qualidade, acabamento, durabilidade e resistência, assim como a sonoridade!

Visitem sites como este https://www.schreinermadeiras.com.br/, mas existem muitos outros, pesquisem afundo, vale a pena. Não sou Luthier e respeito de mais esses profissionais como: 

Carlinhos Luthier - Carlinhos Luthier (@carlinhosluthieroficial) • Fotos e vídeos do Instagram

Jefferson Barros Luthier - Jefferson Barros (@jefferson_barros_luthier) • Fotos e vídeos do Instagram

Paulo Lopes Luthier - cavaquinho lopes luthier (@paulotiagolopes) • Fotos e vídeos do Instagram

Lucenir Luthier - Lucenir Luthier III (@lucenirluthieriii) • Fotos e vídeos do Instagram

Ferreira Luthier - Ferreira Luthier (@ferreiraluthieroficial) • Fotos e vídeos do Instagram

Blog do Cavaco - Instrumentos Blog do Cavaco (@instrumentosblogdocavaco) • Fotos e vídeos do Instagram

Este ultimo fazendo uma parceria com algum Luthier muito talentoso, tem muitas mais que ficou de fora pessoal, apenas para citar um:

Fernando Paizinho Luthier - Fernando Araujo (@paizinho_luthier) • Fotos e vídeos do Instagram

Outra hora agente faz uma lista mais completa.

Voltando ao assunto, peguei estas informações neste site - Madeira ideal em instrumentos musicaisOBS - Schreiner Madeiras

Segue a lista das principiais madeiras e suas respectivas densidades.


Abeto Alemão – Densidade média 0,45 g/cm³

Abeto Siltika – Densidade média 0,40g/cm³

Marupá – Densidade média 0,40g/cm³

Abeto Engelmann – Densidade média 0,38g/cm³

Cedro Vermelho – Densidade média 0,35g/cm³


"As madeiras mais densas possuem mais resistência e mais sustentação – porém menos projeção, que deverá se compensada com um corpo largo para o som ser intenso. Dentre essas, encontramos a linha “rosewood” (Jacarandá da Bahia, Jacarandá Indiano), o Pau Ferro e o Pau Marfim. As madeiras com menores densidades e maior projeção são o Acero, muito comum na fabricação de fundos de violinos; a Imbuia; e o tão conhecido Mogno. O mogno possui pouca densidade, mas um entrelaçamento firme na madeira que confere peso e estabilidade incomum ao instrumento, garantindo uma boa projeção e sustain, sendo assim a madeira mais procurada para o corpo dos instrumentos, e por isso, ameaçada de extinção."


A densidade das madeiras listadas acima:


Jacarandá da Bahia – Densidade média 0,87g/cm³

Jacarandá Indiano – Densidade média 0,85g/cm³

Pau Ferro – Densidade média 0,88g/cm³

Pau Marfim – Densidade média 0,84g/cm³

Acero – Densidade média 0,65g/cm³

Imbuia – Densidade média 0,65g/cm³

Mogno – Densidade média 0,50g/cm³


Explorem o tema pessoal, conhecimento nunca é demais!

Fiquem com Deus um forte abraço e até a próxima!



terça-feira, 20 de abril de 2021

Resenha do Cavaquinho da Rozini RC11!

Bem vindos ao blog de variedades do Marquinhos!


Pessoal, hoje vou mostrar para vocês a resenha do cavaquinho de Mogno da Rozini o RC11.



Um cavaco muito bonito e com uma proposta bem interessante da Rozini, custando o justo é um cavaco que vale a pena investir , isso se você for usar para as "noitadas".

Vamos lá! 

Este é um cavaquinho que eu considero intermediário, ele é um cavaco em madeira maciça de 2,5mm a 5mm de espessura (eu não encontrei essas informações no site da Rozini ROZINI - Mão de obra 100% Brasileira - CAVACO ESTILO ELÉTRICO | RC11.AT.F (rozinibrazil.com)) em Mogno, tanto nas laterais, como no tampo e fundo. Quem não souber verificar se seu instrumento é feito de madeira maciça, aqui vai uma dica. Olhe para dentro do seu instrumento através da boca, no fundo você deve olhar os veios da madeira, ela deve ter as mesmas linhas e os mesmos veios da parte de traz do fundo. É bastante comum hoje em dia cavacos com um precinho mais salgados serem vendidos como maciços, mas na verdade são cavacos laminados, entrelaçados com filetes de madeiras mais simples, com uma folha de 0,5mm a 0,8mm de um jacarandá da Bahia colocado por cima das “tranças” por exemplo. Você verá que os veios não tem as mesmas linhas e nem desenhos, este é cavaco laminado. Mas  não é esse o caso do cavaquinho da Rozini.

Frente

Fundo

Lateral





Características.

O cavaquinho possui braço em cedro rosa, escala em roxinho e cavalete em jacarandá. Tampo, fundo e laterais em Mogno.
O mosaico parece desenhado e colado na madeira, não parece com marchetaria, assim como os filetes das laterais, porém, passa uma boa impressão, é um cavaco esteticamente bonito. O verniz é fosco e as tarraxas são da própria Rozini (Cobre Velho Pino Grosso), muito bonito por sinal. O Instrumento é captado (Elétrico), a captação é a FISHMAN PRESYS II, com ajustes para médio, grave e agudo. Além de afinador na captação.

MarchetariaCavalete em JacarandáEscala

Tarrachas
Captação

                            

Critica

O cavaquinho em si é muito bonito, eu pessoalmente prefiro o acabamento em verniz mais brilhoso, o verniz fosco da a impressão de estar em contato direto com a madeira. É bastante comum você deixar manchas de suor ou dos dedos no instrumento (Pano Úmido toda vez que terminar de usa-lo! Nada de Óleo de Peroba ou lustra moveis), mas as manchas somem depois de um tempo. 

Se este for seu primeiro Cavaquinho o que vou escrever agora não fará tanto sentido, uma vez que vai te faltar a referencia de um outro instrumento para você ter condições de notar semelhanças e diferenças.  

E aqui eu paro para dar os parabéns ao Senhor José Roberto Rozini, o Seu Rozini! Ele fez muito por nós  que gostamos do cavaquinho, os músicos e por todos nós que amamos o Samba. Ele nos deu a oportunidade de colocar as mãos em bons instrumentos com preço acessíveis lá em meados dos anos 90, uma época difícil como igualmente nos encontramos em abril de 2021. Aqui deixo meu respeito e gratidão! 

Continuando...

Não é dos cavacos mais macios de tocar porém, já toquei com cavaquinho Do Souto com menos macies que este Rozini. É claro que a macies varia de instrumento para instrumento ( relação entre a altura das cordas com a escala, envolve as dimensões do rastinho e pestana), para meu gosto a macies dele é intermediaria. Se é que existe um jeito de classificar isso rs!
Um dos pontos positivos é a sua tarraxa, ela segura muito bem a afinação. Notei durante meu uso que a tarraxa segurou durante dois dias a afinação do instrumento. Muito bom para quem vai fazer uso dele à vera!
Possui um corpo muito firme que passa a sensação de resistência e durabilidade. Por falar em corpo, vamos as medidas. A caixa é de 80 a 85mm, deu uma diferença entre a medição, usei uma régua e trena (bem estranha essa minha régua). O braço varia de 28 a 30mm pelos instrumentos de medição já citados. O tamanho total do instrumento é de 630mm.
Aqui vai uma informação bastante importante!

A Vibração do Instrumento!

"Abertura do som do instrumento - Quando tratamos do tampo do instrumento de corda (Vale para a madeira que compõem as laterais e fundo - Tudo Vibra!) a abertura do som é o tempo de resposta entre a emissão da frequência e a vibração do tampo. o que conta especificamente é a densidade da madeira. Variando entre 0,35 a 0,45g/cm³(Grama por centímetro cúbico), quanto menor a densidade, mais rápida é a abertura do som do instrumento." (Madeira ideal em instrumentos musicaisOBS - Schreiner Madeiras)
Isto posto, vamos considerar apenas o tampo desse cavaquinho, vamos pegar como referencia o famoso Abeto Alemão, cuja a densidade é de 0,45 g/cm³ (Grama por centímetro cúbico), o Mogno possui a maior densidade média 0,50g/cm³. Este cavaquinho foi pensado para ser usado captado, toda a composição do instrumento vibra muito pouco, ele sustenta (sustain) muito pouco o som. Este na minha opinião é o segundo ponto negativo do instrumento.
Por que negativo?
Por que há cavacos melhores no mercado!
E vamos falar do principal ponto negativo do instrumento!
O Preço!

Este foi o primeiro cavaquinho maciço que tive na vida, adquirido em outubro de 2020. Fabricado em 2019, custou R$1.600,00 reais. Você encontra hoje nos "loucos anos de 2021" por R$2.299,00 ((4) Cavaco Rozini Estilo Elétrico Ativo Rc11at Fosco Mogno | Mercado Livre) Numa faixa de preço que não faz o menor sentido. Para se ter ideia, nessa faixa de preço você conseguirá encontrar cavacos maciços em Faia (R$2.137,00 - (4) Cavaco Concertista Rozini Em Maple Maciço Ativo Rc06atn.mp | Mercado Livre) e Jacarandá (R$ 2.072,00 - (4) Cavaquinho Rozini Acústico Concertista Cavaco Natural Rc06 | Mercado Livre) da linha concertista da própria Rozini, os top dos tops! 
Por R$ 1.300,00 reais você consegue uma cavaco de Cedro Rosa (Densidade entre 0,40g/cm³ a 0,35g/cm³), com tampo em Abeto (Densidade de 0,45g/cm³), um cavaco com maior vibração, maior som de outro grande mestre, o Carlinhos luthier (Cavaco nº3 Cedro Rosa com tampo em Pinho Alemão (prazo de 55 A 60 dias ÚTEIS PARA CONTRUÇÃO) **FAVOR, OLHAR A DESCRIÇÃO** (carlinhosluthier.com.br)).
Entre R$ 1.200,00 a R$ 1.400,00 reais o cavaco RC11 da Rozini faz bastante sentido, vale sim a pena! Mais que isso não faz o menor sentido!

Considerações Finais.

O cavaquinho intermediário da Rozini com preço de Top de linha possui um tom mais grave, mas sem deixar a desejar nos médios e agudos. Ele quase não tem brilho, é confortável de tocar, mas poderia ser mais macio. 

Se eu recomendo?

Recomendo sim! Principalmente se você não quiser esperar de 40 a 90 dias para ter um Jefferson Barros, Carlinhos Luthier, Luthier Lucenir entre outros. Se você mora em apartamento ou tem vizinhos que se incomodem com o som também vai valer a pena. Lembrando que ele foi pensando para ser usado captado!
Se o seu Rozini trocar o tampo dele para Pinho ou mesmo Cedro Rosa já vai ficar mais interessante, além de uma melhor estética.
Mas hoje ele não vale o que custa!

Ele é bom?

Sim, ele é bom! É um bom cavaquinho, lembre que ele não foi feito para ser tocado acústico em roda de samba, vai ser engolido fácil, fácil.
A captação dele é muito boa, umas das melhores, não desafina fácil!, tem uma macies média e de boa pegada para montar os acordes. Na minha escala de notas que vai de 0 a 5, este cavaco é de nota 3.
Entre R$ 1.200,00 a R$ 1.400,00 reais (seria de nota 4 -Custo benefício excelente) vale muito à pena, seria "Show de Bola", mas por DOIS MIL REAIS???
NÃO DÁ!

Quem mora aqui na minha linda baixada Santista vai poder tentar encontra-lo nas lojas:

Galera! Espero que tenham gostando, essa é apenas a minha opinião e experiência que tive com o instrumento. Não sou dono da verdade não, o cavaco é bom, não vira para uso acústico, mas isso depende muito de cada um. (Moro em apartamento hein kkkkk valeu a pena para mim!!! kkkk)
quanto ao som do cavaco?
Não toco Porra nenhuma mas acho que dá para ouvir!


Semana que vem vou fazer a resenha do cavaco Carlinhos Luthier n° 1 de Imbuia!

Um forte abraço e fiquem com Deus!




Compilação das considerações sobre características do cavaquinho Brasileiro

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